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África do
Sul é um dos países da região da
África Austral, que deve anunciar,
nos próximos meses, qual padrão de
TV Digital irá adotar
Brasília - A comitiva de jornalistas
sul-africanos que está em visita ao
Brasil para conhecer a experiência
brasileira de implantação do sistema
de TV Digital ISDB-T reuniu-se, na
tarde desta quinta-feira (12), com
representantes do Ministério das
Comunicações. O objetivo do encontro
foi discutir as vantagens do padrão
nipo-brasileiro, quando comparado
aos demais sistemas existentes hoje
no cenário mundial.
Na oportunidade, o assessor da
Secretaria de Telecomunicações do
MC, Flávio Lenz, contou o que fez o
Brasil ao optar pelo ISDB-T,
destacando, sobretudo, a importância
de disponibilizar aos cidadãos
brasileiros uma tecnologia que
oferecesse não apenas uma TV com
imagem em alta definição, mas também
com interatividade e mobilidade. O
assessor aproveitou para enfatizar
que tanto o Brasil quanto o Japão
têm se colocado à disposição para
cooperar com os países que escolhem
o ISDB-T, garantindo que a TV
Digital seja implementada de forma
muito mais ágil do que vem
acontecendo em países que optaram
por outros sistemas.
Os quatro jornalistas também puderam
esclarecer suas dúvidas, referentes,
principalmente, aos custos e à
estabilidade do sistema
nipo-brasileiro. “Queremos ter a
garantia de que, se o nosso país
fizer essa opção, não teremos
investir numa nova atualização
tecnológica num curto ou médio
prazo”, explicou uma das visitantes.
O assessor esclareceu, então, que a
expectativa é que o padrão ISDB-T
não sofra alterações a médio prazo,
pois a flexibilidade do sistema já
permite evolução sem implicar na
criação de legados, o que não
acontece com o padrão americano, por
exemplo.
No encontro, foram citadas, também,
as novas oportunidades que a TV
Digital trará aos países, tanto no
aspecto social, da inclusão digital,
quanto para o mercado local. “Sem
dúvidas, surgirão muitos negócios
para as empresas de
telecomunicações, as indústrias e os
canais de televisão”, afirmou Lenz.
Esse aspecto, aliás, foi também
ressaltado pelo secretário de
Telecomunicações, Roberto Pinto
Martins, que encerrou a reunião
revelando que a opção do Brasil pelo
ISDB-T foi definida quando o país
parou de se perguntar simplesmente
“qual o melhor padrão de TV
Digital?” e passou a refletir sobre
“quais benefícios o Brasil poderá
ter com essa nova tecnologia?”.
O
grupo de jornalistas visitou também
a Casa Civil, a Anatel, a
Universidade Presbiteriana Mackenzie
e emissoras de TV. A África do Sul é
um dos países da região da África
Austral, bloco formado por 15
países, que deve se reunir até
setembro para decidir qual padrão de
TV Digital será adotado na região.
Estiveram
presentes no Ministério das
Comunicações os jornalistas Adriaan
Jacobus Schoch (SABC TV News);
Nicola Ann Patrícia Mawson (ITWeb);
Thabiso Lucy Mochiko (Business Day)
e Zingisa Mkhuma (The Pretoria News). |